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Procuradora terá a primeira audiência no próximo mês

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Procuradora terá a primeira audiência no próximo mês

A procuradora Vera Lucia que foi acusada de agredir a filha adotiva de apenas dois anos terá a sua primeira audiência no fórum central do Rio de Janeiro no dia 11 de junho deste ano onde a informação já foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Rio.

De acordo com a justiça esta será uma audiência de instrução e julgamento onde as testemunhas serão ouvidas, o tribunal ainda não soube informar quem deve prestar os depoimentos, entretanto a procuradora se encontra presa desde o dia 13 de maio quando se apresentou a 32º Vara do Tribunal de Justiça.

As investigações da policia já começaram após uma denuncia do Conselho Tutelar que aconteceu no dia 15 de abril onde os conselheiros conseguiram tirar a menina do apartamento da procuradora que morar em um apartamento em Ipanema, o conselho disse ainda que quando chegou ao apartamento encontrou a menina no chão do terraço onde lá vivia o cachorro, dentre todas as marcas de agressão o olho da menina estava roxo e inchaço.

As ex-empregadas da procuradora prestaram depoimento a policia onde disseram que ela mantinha a menina trancada no quarto o dia todo onde ela era proibida de manter qualquer conta físico ou verbal com a criança, onde também disseram que agredia verbalmente a menina a chamando de cachorra, e após todas essas denúncias a procuradora foi indiciada por tortura qualificada e racismo contra a menina de apenas dois anos que pretendia adotar.

O MP do Rio de Janeiro também investigou o caso onde no fim do processo ofereceu esta denuncia a Justiça contra a procuradora onde nesta denuncia constava que Vera Lucia poderia fazer parte de uma seita satânica onde teria o objetivo de sacrificar a garota, esta suspeita parte de um depoimento não identificado de uma voluntaria do conselho tutelar que acompanhou alguns dos relatos de ex-empregados da procuradora.

O Ministério Publico classifica o relato desta voluntaria como assustador que transcreve o seguinte trecho: “(…) o que desejo expor aqui é a minha visão, observação do ocorrido e pude ter a convicção da Sra. Vera Lúcia pertencer a religião satânica, onde creio ser este o motivo da adoção: o sacrifício da criança. Sei que isso parece um absurdo, mas (…) a Sra. Vera Lúcia possuía muitos vudus e bonecos com rostos desfigurados. A presença de duas pessoas na casa era constante, entre elas a de cabeça raspada me alertou por ser mulher e este ato é praticado aos que fazem parte deste ritual (…) Na mesa haviam cartas e um punhal, que neste ritual significa: sacrifício, morte. Creio que T. foi escolhida para ser oferecida em sacrifício a esta seita. A intenção da Sra. Vera era de matar a criança, rituais eram feitos na casa, como banhos de canjica, e a criança não podia ter contato com a água.”

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